Planejamento da mão de obra ajuda a reduzir custos na safra de tabaco
29 setembro 2026
Por Assessoria de Imprensa do SindiTabaco
Na colheita de tabaco, muitos produtores recorrem à contratação de mão de obra temporária, principalmente de diaristas utilizados durante as operações de colheita e carregamento das estufas, decisão que eleva o custo de produção e pode reduzir a rentabilidade da safra. Por isso, um bom planejamento é fundamental, tanto para garantir o bom andamento do cultivo e colheita quanto para assegurar a adequação à legislação trabalhista. Para conscientizar os produtores, estão sendo difundidas informações com dicas para evitar decisões que possam gerar custos inesperados e riscos para a propriedade.
Conforme levantamento da Comissão Técnica Mista do Fórum Nacional de Integração (Foniagro) da Cadeia Produtiva do Tabaco, atualmente, cerca de 42% do custo de produção do tabaco correspondem à mão de obra. Os levantamentos mostram que a cultura do tabaco demanda 635 horas de trabalho por pessoa por hectare a cada safra. O coordenador do Foniagro, Carlos Sehn, conta que a mão de obra já chegou a representar mais de 50% do custo total. “A inserção de novas tecnologias, levadas pelos orientadores dentro do Sistema Integrado de Produção de Tabaco, reduziu os gastos do produtor”, explica.
Dentro do propósito de conscientização, materiais enviados aos produtores apresentam dicas para uma safra mais tranquila. Uma das sugestões é buscar informações sobre as responsabilidades envolvidas na contratação de mão de obra. Antes de contratar, o ideal é que o produtor procure orientação junto ao seu sindicato.
Segundo Carlos Sehn, é importante que o produtor avalie se realmente há necessidade de contratar mão de obra de terceiros. “Um bom planejamento das atividades e dos períodos de trabalho, com plantios compatíveis com a mão de obra disponível na unidade familiar, bem como plantios escalonados em intervalos de tempo para que o produtor não precise contratar mão de obra, pode reduzir ou eliminar a necessidade de contratação”, explica. Isso evita desembolsos desnecessários e aumenta a renda do produtor, avalia Carlos. A troca de mão de obra com vizinhos é uma boa forma de economizar. “Cada decisão influencia o resultado da safra”, lembra.
Conscientização
A iniciativa da campanha de conscientização é do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc/Senar), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).
Leia AQUI a cartilha sobre contratação de mão de obra.
Mão de obra
A mão de obra é o componente mais relevante dentro do custo de produção. As atuais 635 horas/homem/hectare de mão de obra na cultura foi apurada na última revisão dos coeficientes técnicos do custo operacional de produção do tabaco feita em 2024, com base em pesquisa conduzida pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Cepa/UFRGS). A metodologia utilizada para o cálculo do valor de referência para a remuneração conforme a Lei da Integração, precisa ser revisada a cada cinco anos, com a mensuração de mais de 500 itens, incluindo insumos, utensílios, equipamentos, instalações, benfeitorias, depreciações e outros custos fixos e variáveis da atividade.
